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O Ginásio Clube de Águeda, anfitrião do Campeonato do Mundo de MotoCross – GP de Portugal há mais de 25 anos, cumpriu mais uma vez o seu objectivo de bem receber e proporcionar a todos as condições necessárias a um espectáculo brilhante e cheio de adrenalina. Este ano, com a responsabilidade acrescida de receber em simultâneo o Campeonato Europeu.
Como não poderia deixar de ser, o Crossódromo Internacional de Águeda vestiu-se de vermelho e verde para apoiar Rui Gonçalves.
Na primeira manga da classe MX1 não lhe esperava a melhor das sortes. Um problema com a mota viria a atirá-lo para a 8ª posição.
Já na 2ª manga, o piloto de Vidago levou o público ao rubro arrancando na liderança onde se manteve durante as primeiras 10 voltas, seguido de perto pelo seu colega de equipa Bobrishev.
Rui Gonçalves não aguentou, no entanto, a pressão dos pilotos que o acompanhavam na frente da corrida, tendo Desalle, o piloto belga conseguindo uma ultrapassagem eficaz deixando o luso no 2º lugar.
Mais tarde, ultrapassado também pelo italiano Cairoli numa manobra rápida e habilidosa, Rui Gonçalves acabaria a 2ª manga em 3º lugar.
Alcançou, assim o 4º lugar que, até agora, representa a melhor classificação do Campeonato do Mundo de MotoCross 2011. Os fãs não ficaram decepcionados e Rui Gonçalves acedeu ao aglomerado de adeptos que se juntaram na Honda para o felicitar.
Não esquecemos no entanto, a participação bastante aplaudida das promessas portuguesas, Luís Correia, que mesmo condicionado fisicamente com uma constipação conseguiu o 18º lugar, Hugo Basaula, que ficou classificado em 23º lugar e, por último, em 27ª posição, o nosso piloto Sandro Marcos.
Já em MX2, o único participante luso em competição, Ivo Fernandes, apesar do 21º posto conseguido na grelha, foi alvo de uma queda logo na primeira manga, lesionando um joelho, o que o viria a afastar da corrida.
No que respeita ao Europeu, o único português apurado para as mangas, foi de Paulo Alberto, que conseguiu a 10ª posição nesta etapa. Já os outros pilotos portugueses, Pedro Carvalho, Fábio Maricato, Daniel Pinto, Henrique Nogueira, Sandro Peixe e João Vivas, não conseguiram qualificar-se para as mangas.
Em entrevista à Fozmotor.com diz, Jorge Silva, Director de Corrida, em jeito de balanço:
“Este foi mais um verdadeiro Grande Prémio para Águeda, ao mais alto nível, acho que já atingimos um nível muito alto e dificilmente igualável, mesmo os responsáveis da Federação Internacional de Motociclismo o dizem, isto porque já não somos um clube normal, somos um clube de profissionais!”
Apesar da conjuntura económica que se vive no nosso país, o Ginásio Clube de Águeda não se deixou abalar, continuando a apostar na dinâmica, no espectáculo e no desporto. Com os largos anos de experiência que esta organização tem, e com o reconhecimento que lhe é merecido, esta espera continuar a superar as expectativas de todos, proporcionando cada vez mais dinâmica e diversão neste grande espectáculo. |